“Eu tinha a minha linha, mas o Supremo Tribunal Federal disse que cada governador e prefeito podia fazer o que bem entender. Estão fazendo e até abusando, daquilo que estão lá estuprando o artigo 5º da Constituição”, disse o chefe do Executivo.
O artigo a que Bolsonaro se refere afirma: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Bolsonaro também atacou a gestão da verba enviada do governo federal para os entes federativos com fim único de tratar da pandemia. Segundo ele, a governadora Fátima Bezerra teria usado para pagar servidores, em vez de aplicar em ações no combate ao vírus. Ele ainda disse que alguns gestores “roubaram” os repasses.
“Eu tinha que orientar [para] não roubar? Responde aí. Ou pra usar em outras coisas? Rio Grande do Norte, pelo que me consta: R$ 900 milhões foram para folha de pagamento de servidor atrasado. E para que foi a questão do lockdown lá atrás? Não era pra achatar a curva? Está há um ano achatando a curva”, questionou.
O presidente, desde o começo da pandemia, se mostrou contra a adoção de medidas restritivas para frear o vírus, que já matou mais de 390 mil brasileiros.
Em março deste ano, ele chegou a protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação direta de inconstitucionalidade, mirando o poder de governadores e prefeitos de impor medidas de isolamento social. Os alvos são os decretos no Distrito Federal, no Rio Grande do Sul e na Bahia.
A conversa de Bolsonaro com simpatizantes foi registrada em vídeo e divulgada por um canal no YouTube simpático ao presidente.
Fonte: Metrópoles