PoderData aponta desgaste pessoal do presidente superior à avaliação do governo federal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa o ano eleitoral enfrentando um cenário de rejeição majoritária. De acordo com levantamento do PoderData, 57% dos entrevistados desaprovam o desempenho pessoal do petista, enquanto apenas 34% afirmam aprovar sua atuação.
Os dados indicam que a imagem de Lula sofre um desgaste mais intenso do que a avaliação do próprio governo federal. Quando questionados sobre a gestão como um todo, 53% manifestaram reprovação, contra 41% de aprovação.
A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 26 de janeiro de 2026, com 2,5 mil entrevistas em 111 municípios espalhados pelas 27 unidades da Federação.
Distanciamento entre Lula e o governo se amplia
A série histórica do PoderData mostra que a perda de apoio ao presidente vem se acentuando desde 2024. Em menos de dois anos, a diferença entre os índices de aprovação e reprovação mais do que dobrou, resultando em um saldo negativo de 23 pontos porcentuais para Lula.
Já a avaliação do governo apresentou oscilações mais moderadas. Desde setembro de 2025, os números retornaram a um patamar próximo ao registrado no início do mandato, em janeiro de 2023, indicando uma resiliência maior da imagem da gestão em relação à figura do presidente.
Perfil da desaprovação e dos apoios
O recorte demográfico revela rejeição mais elevada entre homens, pessoas com idade entre 25 e 44 anos, moradores da região Centro-Oeste e famílias com renda superior a cinco salários mínimos. Nesses grupos, a desaprovação ultrapassa 59%.
Os índices mais favoráveis ao presidente concentram-se entre mulheres, jovens de 16 a 24 anos, moradores do Nordeste e entrevistados de menor renda. Ainda assim, mesmo nesses segmentos, a aprovação não atinge maioria absoluta.
Cenário eleitoral adverso
O levantamento aponta um ambiente desfavorável para Lula às vésperas da disputa eleitoral. Embora o governo federal mantenha uma avaliação menos negativa, a figura do chefe do Executivo aparece mais desgastada, evidenciando uma perda de apoio pessoal que pode influenciar o desempenho político do presidente ao longo do ano.