Rebeca Ramagem afirma não ser investigada e classifica medida como “ato abusivo e violador de direitos humanos”
A esposa do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), Rebeca Ramagem, declarou nesta segunda-feira, 15, que teve todas as suas contas bancárias bloqueadas. A afirmação foi feita em uma publicação nas redes sociais, na qual ela atribui a medida, “ao que tudo indica”, a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Rebeca, o bloqueio ocorreu sem qualquer comunicação prévia, e ela afirma não ser investigada, acusada ou ré em processo judicial. Até o momento do relato, disse não ter tido acesso a nenhuma decisão formal que justificasse a restrição financeira.
Declaração nas redes sociais
Em vídeo publicado no Instagram, Rebeca classificou o episódio como um excesso grave.
“Eu fui surpreendida com o bloqueio de todas as minhas contas bancárias. Não há palavras para descrever tamanho absurdo. Um ato não só injusto, desumano, ilegal e inconstitucional”, afirmou.
Ela também reforçou que não há, segundo seu conhecimento, qualquer procedimento judicial em seu nome que sustentasse a medida.
“Ato abusivo e violador de direitos humanos”
Rebeca afirmou que a ordem teria partido do ministro do STF e voltou a criticar a decisão com palavras duras.
“Sou servidora pública concursada há 22 anos, com trabalho efetivo e ininterrupto, nunca tendo respondido a nenhum processo criminal. Sofri agora o absurdo de ter minhas contas bancárias bloqueadas. Mais um ato abusivo e violador de direitos humanos praticado por ministro do STF”, declarou.
Ela ressaltou ainda que exerce atividade profissional regular e que não recebeu explicações formais sobre o motivo do bloqueio.
Atuação profissional e vínculo com Roraima
Rebeca Ramagem atua desde 2020 na Coordenadoria da Procuradoria-Geral do Estado de Roraima (PGE-RR) em Brasília, onde representa juridicamente o estado.
Procurada pelo jornal O Globo, a PGE de Roraima informou que, conforme os registros funcionais, Rebeca solicitou férias até o dia 19 de dezembro de 2025.
Segundo o órgão, no dia 28 de novembro, ela também havia solicitado a prorrogação de férias no período de 1º a 6 de dezembro, pedido publicado no Diário Oficial de Roraima. As férias, de acordo com a Procuradoria, referem-se ao período trabalhado entre 2022 e 2023.
Medida ainda sem esclarecimento oficial
Até o momento, não houve manifestação pública do Supremo Tribunal Federal ou do ministro Alexandre de Moraes sobre o suposto bloqueio das contas nem confirmação oficial da origem da ordem mencionada por Rebeca.
O caso amplia a repercussão política e jurídica em torno de medidas judiciais que atingem familiares de parlamentares investigados, reacendendo o debate sobre limites, garantias individuais e devido processo legal.