Problemas no sistema afetaram usuários em todo o país e levantaram suspeitas sobre a infraestrutura central
Usuários de diversas instituições financeiras enfrentaram dificuldades para realizar transferências via Pix na tarde desta segunda-feira, 19. A instabilidade atingiu consumidores e empresas em diferentes regiões do país e gerou um volume elevado de reclamações em plataformas de monitoramento e nas redes sociais.
De acordo com o site DownDetector, os registros de falhas ultrapassaram 6 mil notificações até as 14h50, indicando um problema de abrangência nacional. O pico de queixas levou especialistas a avaliarem a possibilidade de falhas na estrutura central do Pix, cuja operação é de responsabilidade do Banco Central (BC).
Queda nas reclamações indica normalização
O levantamento apontou que ao menos 12 instituições financeiras foram impactadas de forma simultânea, o que reforçou a hipótese de instabilidade sistêmica. Por volta das 16h, no entanto, o número de relatos caiu para quase zero, sinalizando uma possível normalização gradual do serviço.
O Pix, principal meio eletrônico de pagamentos no Brasil, tem impacto imediato na rotina econômica. Quando apresenta falhas, afeta diretamente compras, pagamentos, transferências e o funcionamento de empresas de todos os portes.
Bancos afetados pela instabilidade do Pix
Segundo dados do DownDetector, o problema foi registrado nas seguintes instituições:
- Banco Central;
- Banco do Brasil;
- Caixa Econômica;
- Banco Inter;
- Stone;
- Nubank;
- Santander;
- Bradesco;
- Willbank;
- C6 Bank;
- Sicoob;
- PagSeguro.
No caso do Banco Central, 95% das notificações registradas estavam relacionadas especificamente ao mau funcionamento do Pix. Nas demais instituições, as falhas no sistema de pagamentos representaram mais da metade das reclamações contabilizadas durante o período de instabilidade.
Usuários relatam transtornos nas redes sociais
A interrupção do serviço gerou forte repercussão nas redes sociais, onde clientes relataram dificuldades para pagar contas, receber valores e manter atividades comerciais.
“Foi só o governo começar a monitorar transferências via Pix que a zona chamada Brasil começou a dar B.O. até na melhor ferramenta de pagamento já criada”, escreveu um usuário na plataforma X.
Outro perfil resumiu a situação: “Pix fora do ar”. Já um terceiro questionou: “O que será que o governo está aprontando?”.
Houve também relatos mais amplos sobre os impactos da falha no dia a dia. “Pix fora do ar virou caos real: gente sem receber, gente sem conseguir pagar, comércio travado e vidas paradas”, publicou um usuário. “Quando o sistema falha, quem paga o preço é sempre o usuário. Dependência sem plano B não é inovação, é fragilidade”, completou.