Latam confirma que Filipe Martins foi para Curitiba, e não para os EUA
Ex-assessor de Bolsonaro foi preso porque teria ‘saído do país’, apesar de ter sido encontrado na cidade brasileira de Ponta Grossa
Por ContraFatos 15/03/2024 Atualizado em 15/03/2024
Filipe Martins foi assessor de Bolsonaro
Ex-assessor de Bolsonaro foi preso porque teria ‘saído do país’, apesar de ter sido encontrado na cidade brasileira de Ponta Grossa
A Latam, empresa de aviação, divulgou um documento nesta sexta-feira, 15, confirmando que o ex-assessor de Bolsonaro, Filipe Martins, fez um voo de Brasília para Curitiba no dia 31 de dezembro de 2022.
Filipe Martins foi preso com a justificativa de ter deixado o país na mesma data, após seu nome ter sido adicionado à lista de possíveis passageiros do voo presidencial com destino a Orlando. Contudo, o ex-assessor viajou de Brasília para Curitiba, com oito malas despachadas, e daí se dirigiu para Ponta Grossa, onde acabou sendo localizado.
Leitura
Um documento emitido pela Latam afirmou que Filipe Martins estava no voo LA3680, o qual partiu de Brasília às 16h50 e aterrissou em Curitiba às 18h40. Foi ordenada a prisão de Filipe Martins pelo ministro Alexandre de Moraes, sob a acusação de ele supostamente ter feito uma viagem para Orlando.
Moraes ainda deseja as imagens do “Aeroporto de Brasília” para liberar o ex-assessor, que até o momento não recebeu acusações de qualquer crime.
Receba no WhatsApp as principais noticias do dia
Entre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Duas semanas atrás, a Procuradoria-Geral da República (PGR) divulgou uma opinião afirmando que não vê razões para a detenção de Filipe Martins.
Declaração de embarque da Latam, provando que Filipe Martins viajou para Curitiba, e não para Orlando.
Prisão embasada apenas na mídia por crime inexistente
Até o momento, o único indício dado para a detenção do ex-assessor foi o fato de ele “ter ido” para os EUA, o que, na visão da PF, poderia “indicar que o mesmo tenha se evadido do país para se furtar de eventuais responsabilizações penais”. Ainda é desconhecido qual seria o crime, caso ele realmente tivesse entrado nos EUA.
As mencionadas “responsabilizações penais” se referem às investigações que se seguiram ao 8 de janeiro e à delação do tenente-coronel Mauro Cid, que tiveram início aproximadamente um mês após o 8 de janeiro.
Em outras palavras, Filipe Martins teria ido aos EUA “para se furtar de responsabilizações penais” de um inquérito que se iniciou um mês após sua partida. Ele teria conseguido entrar no sistema de imigração mais rigoroso do mundo sem ser notado. Foi preso em Ponta Grossa, com a Latam confirmando que a viagem nunca aconteceu. As informações são da Revista Oeste.