Rodrigo de Melo Teixeira chefiou área estratégica da Polícia Federal entre 2023 e 2025; ação também mira ANM e 40 empresas
A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quarta-feira (17) Rodrigo de Melo Teixeira, ex-diretor da Polícia Administrativa da PF, cargo que ocupou entre 2023 e 2025. A função era o terceiro posto mais alto da hierarquia da instituição e tinha sob responsabilidade setores estratégicos como controle de armas, segurança privada e imigração.
A detenção ocorreu no âmbito de um desdobramento da operação que apura corrupção em órgãos ambientais. Além de Teixeira, a ação cumpriu 22 mandados de prisão em Minas Gerais, envolvendo outros servidores e empresários ligados ao setor.
Operação mira rede bilionária
De acordo com a PF, o inquérito revela a existência de um conglomerado de mais de 40 empresas envolvidas em práticas ilegais. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1,5 bilhão em ativos, o afastamento de servidores suspeitos e a suspensão das atividades de companhias ligadas ao esquema.
Outro nome de destaque preso na operação foi Caio Mário Trivellato Seabra Filho, atual diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM).
Carreira de Rodrigo Teixeira
A carreira de Teixeira inclui cargos estratégicos em diferentes órgãos:
- Foi secretário-adjunto da Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais;
- Presidiu a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam);
- Atuou como secretário municipal de Segurança e Prevenção de Belo Horizonte;
- Em 2024, passou a integrar o Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras, indicado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Sua nomeação para a diretoria da PF ocorreu ainda no início da gestão do atual diretor-geral, Andrei Rodrigues.
Próximos passos da investigação
Até o momento, a Polícia Federal não detalhou publicamente as circunstâncias da prisão de Teixeira nem esclareceu o grau de envolvimento do ex-diretor com os principais alvos do esquema. As investigações continuam sob sigilo.