A morte cardíaca pode incluir parada cardíaca, doença cardíaca e miocardite (inflamação do músculo cardíaco), segundo especificado no estudo. O risco foi 3,5 vezes maior nas 12 semanas depois da vacinação, em comparação com o risco a longo prazo, informou o ONS.
O estudo afirma, porém, que o número de mortes é pequeno frente ao número de vacinados. Foram 59 mortes decorrentes de efeitos adversos da vacina, segundo o ONS, e quase 145 milhões de doses aplicadas.
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Entrar no grupo O risco 3,5 vezes maior entre mulheres jovens depois da vacina da AstraZeneca corresponde a seis mortes relacionadas a doenças do coração por 100 mil vacinadas com pelo menos uma primeira dose. Os dados referem-se às vacinações dadas entre dezembro de 2020 e junho de 2022.
Os pesquisadores destacaram, no entanto, que até abril de 2021, a maioria das mulheres jovens vacinadas com AstraZeneca eram profissionais de saúde ou pertenciam ao grupos de pessoas com comorbidades, que tiveram preferência na vacinação.
Por isso, o risco 3,5 vezes maior não pode ser generalizado para toda a população, disse o ONS, explicando que a condição de saúde dessas mulheres pode ter influenciado no resultado morte. Os pesquisadores concluíram, ainda, que não houve “forte evidência” de aumento do risco de morte cardíaca após a vacinação em homens jovens para qualquer tipo de vacina.
Em abril de 2021, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) da Grã-Bretanha confirmou uma ligação entre a vacina AstraZeneca e coágulos sanguíneos raros.
Em resposta, as autoridades recomendaram que menores de 30 anos recebessem uma vacinação alternativa para haver “maior equilíbrio” entre risco e benefício da vacina. O Canadá e diversos países da Europa suspenderam o uso da AstraZeneca. Nos Estados Unidos, a vacina dessa fabricante não foi aprovada.
O estudo do ONS se concentrou no público jovem considerando “particularmente importante determinar o equilíbrio entre risco e benefício em pessoas mais jovens, devido ao menor risco de hospitalização e morte por COVID-19 nessa faixa etária”. As informações são da Revista Oeste.