Polícia Federal vê indícios em apuração sobre fraudes bilionárias no Banco Master, mas ministro não é alvo formal
A investigação da Polícia Federal sobre fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master passou a incluir suspeitas que alcançam o ministro José Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a CNN Brasil, agentes que atuam no caso avaliam a possibilidade de prática de corrupção passiva por parte do magistrado.
Apesar das suspeitas relatadas por investigadores, Toffoli não figura, até o momento, como alvo formal da apuração. Ainda assim, a Polícia Federal deve solicitar ao STF a quebra de sigilo do fundo Marítimo, apontado como supostamente ligado a familiares do ministro.
Novas diligências e rastreamento de valores
A CNN Brasil informou que a corporação pretende avançar com novas diligências, especialmente para rastrear o caminho do dinheiro atribuído ao banqueiro Daniel Vorcaro. O objetivo é esclarecer supostos pagamentos a Toffoli mencionados em conversas encontradas nos celulares apreendidos do empresário.
As suspeitas também aparecem em um relatório de aproximadamente 200 páginas encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin. O documento reúne os elementos coletados ao longo da investigação que apura o esquema envolvendo o Banco Master.
Conforme a emissora, investigadores aguardam que o novo relator do caso na Corte, André Mendonça, possa dar andamento às apurações. Integrantes da Polícia Federal avaliam de forma positiva a atuação do ministro na relatoria do caso das fraudes no INSS, considerando-o técnico e rigoroso.
A CNN Brasil também confirmou informação divulgada pela revista Piauí sobre o envio dos autos do inquérito ao Supremo. O encaminhamento ocorreu após a identificação de indícios de possível prática de crime por Toffoli, supostamente no curso de processo que estava sob sua relatoria.
Manifestação do ministro
O ministro tem negado reiteradamente qualquer irregularidade. Após a conclusão do relatório da Polícia Federal, contudo, ele admitiu pela primeira vez que era sócio do grupo Marítimo, fundo mencionado nas investigações.
Nesta sexta-feira, 20, o gabinete de Toffoli divulgou nota oficial com o seguinte teor:
“O ministro jamais integrou qualquer fundo de investimento. Todos os questionamentos formulados pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal foram integralmente respondidos no âmbito da AS 244, já tendo o presidente do STF, Edson Fachin, determinado o arquivamento do caso”.