Int3 STF 712x370 Int3 STF 712x370

Transparência Internacional alerta para possível influência do crime organizado no STF

Entidade alerta para risco institucional ao comentar possível inclusão do caso Banco Master na CPI do Crime Organizado

A Transparência Internacional fez um alerta público ao afirmar que é necessária uma reação das autoridades para “proteger a instituição democrática do Tribunal Federal (STF) da captura pelo ”. A ocorreu em meio ao debate sobre a possível inclusão do caso Banco Master na CPI do Crime Organizado, em tramitação no Senado.

A posição da entidade foi divulgada em uma publicação nas redes sociais nesta quarta-feira, 28. O comentário surgiu após a discussão sobre o alcance das investigações parlamentares e o impacto das revelações recentes envolvendo o sistema financeiro e integrantes do Judiciário.

“Esta é a faceta mais perigosa desse tipo de crime, ele se infiltra nas mais altas esferas do aparato estatal pelo volume extraordinário de dinheiro com que opera”, declarou a Transparência Internacional em mensagem publicada no X.

CPI pode avançar sobre vínculos ligados ao STF

O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo (Estadão) que pretende protocolar, já na próxima semana, pedidos de quebra de sigilos de empresas e de pessoas físicas associadas a do STF.

Segundo o senador, a iniciativa busca aprofundar as apurações e reunir informações antes mesmo de uma eventual instalação de uma CPI específica para investigar o Banco Master.

Comissão sobre o Banco Master depende de decisão política

A criação de uma CPI exclusiva para o Banco Master já reúne as assinaturas necessárias no Congresso Nacional. No entanto, a instalação do colegiado ainda depende de decisão do presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP).

Até o momento, não há confirmação de que Alcolumbre irá autorizar o início dessa nova comissão parlamentar de inquérito. Enquanto isso, parlamentares tentam avançar com investigações dentro da CPI do Crime Organizado já em funcionamento.

Transparência Internacional pede apurações independentes

Em outra manifestação pública, a Transparência Internacional reforçou que as revelações recentes envolvendo o Banco Master e ministros do STF “confirmam a necessidade de apurações independentes e, mais importante, de um debate regulatório inescapável sobre a conduta dos magistrados”.

Para a entidade, o caso expõe fragilidades institucionais que exigem respostas além do campo político, com revisão de normas e maior rigor no controle de conflitos de interesse.

Contratos e negócios ampliam questionamentos

O tema ganhou ainda mais repercussão após a revelação de um contrato no valor de R$ 129 milhões, firmado em 16 de janeiro de 2024, entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

“O contrato de 129 milhões do banco fraudador com a esposa do ministro, nunca negado ou explicado, continua ferindo gravemente a credibilidade do tribunal”, afirmou a Transparência Internacional.

Além disso, reportagens apontaram que Fabiano Zettel, pastor e empresário e cunhado de Daniel Vorcaro, controla fundos responsáveis pela aquisição de parte da participação milionária dos irmãos do ministro — o engenheiro José Eugênio Dias Toffoli e o padre José Carlos Dias Toffoli — no resort de luxo Tayayá, localizado no interior do Paraná.

Veja também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *