Presidente dos EUA intensifica pressão sobre Maduro e acusa ditador de comandar esquema internacional de narcotráfico
A relação entre Donald Trump e o regime de Nicolás Maduro ganhou um novo ponto de tensão neste sábado, 29. Em comunicado público, o presidente dos Estados Unidos afirmou que o espaço aéreo venezuelano deve ser considerado fechado, direcionando a mensagem principalmente a criminosos envolvidos no tráfico internacional.
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Trump faz alerta direto a pilotos e redes criminosas
Em nota publicada nas redes, Trump enviou um aviso explícito:
“A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas: considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela totalmente fechado.”
O presidente ainda agradeceu “a atenção a este assunto”, destacando que a medida reforça sua postura de enfrentamento ao regime chavista.
O pronunciamento se soma à sequência de acusações feitas pela Casa Branca nos últimos meses, que classificam Maduro como um dos “maiores narcotraficantes do mundo”.
Acusações contra Maduro envolvem o Cartel de los Soles
Segundo o governo norte-americano, Maduro é o líder do Cartel de los Soles, grupo formado por militares venezuelanos de alta patente acusados de utilizar a estrutura do Estado para facilitar o tráfico de drogas em larga escala.
No fim de agosto, Washington elevou de US$ 20 milhões para US$ 50 milhões o valor da recompensa oferecida pela captura do ditador.
Operação militar dos EUA reforça pressão
A escalada política coincide com a ampliação da presença militar norte-americana na região. Por determinação de Trump, o porta-aviões USS Gerald R. Ford — o maior navio de guerra do mundo — entrou em operações próximas à Venezuela em 11 de novembro, como parte da ação “Lança Sul”, que tem como foco o combate ao narcotráfico.
O porta-aviões abriga cerca de 90 aeronaves e possui uma pista de pouso com área equivalente a três campos do Maracanã, de acordo com o G1. A chegada do navio aumentou a tensão na região e motivou novos alertas das autoridades dos EUA.
Aviadores são alertados e companhias suspendem voos
Em 21 de novembro, a Administração Federal de Aviação (FAA) emitiu um comunicado citando “a piora da situação de segurança” no espaço aéreo da Venezuela. O aviso aponta riscos potenciais a aeronaves “em todas as altitudes”.
Após a publicação do alerta, diversas companhias aéreas interromperam seus voos para o país. Entre elas estão Gol, Latam, Iberia, TAP, Avianca, Avianca Colômbia e Turkish Airlines.
Como retaliação, o governo de Caracas suspendeu as licenças de operação dessas empresas na sexta-feira 27, ampliando o atrito diplomático.
Piada do Trump, ele já perdeu essa, vôos foram informados. Não seria melhor dizer que vôos no espaço areo venezuelanos correm riscos. No mais os EUA, acabou, pois nada que tentaram fazer sútil efeito para eles, só demonstrou que estão sendo diblados pelo que eles sancionam. Vai vira mico logo, logo.