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Bancada evangélica diz que fim da isenção fiscal é “ataque explícito”

Receita Federal Publicou Nova Medida no Diário Oficial da União

Nesta quarta-feira (17/1), a Frente Parlamentar Evangélica divulgou uma declaração (veja o texto completo abaixo) reagindo ao término da isenção fiscal para pastores. A medida da Receita Federal foi anunciada na edição de hoje do Diário Oficial da União (DOU).

O grupo enxerga a resolução com “estranheza”.

“São ações como essa que, cada vez mais, afastam a população cristã do federal. Fica muito claro os ataques que continuamente vêm sendo feitos ao segmento cristão através das instituições governamentais, atacando aqueles que não apoiam suas propostas. Trata-se de um ‘ataque explícito’ ao segmento religioso, parcela importante da sociedade brasileira.”

No mês de agosto de 2022, Julio Cesar Vieira Gomes, que na época era o secretário especial da Receita e foi nomeado pelo ex-presidente (PL), deu isenção fiscal para o salário recebido por ministros religiosos. No entanto, uma nova medida, assinada pelo atual secretário da Receita, Robinson Barreirinhas, revogou essa isenção a partir da data em que foi publicada.

À época, a Receita argumentou que os valores recebidos pelos pastores não seriam considerados como remuneração direta ou indireta.

A Receita declarou em um comunicado que cumpriu a ordem estabelecida pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU).

“Atendendo a determinação proposta pelo Ministério Público perante o TCU (MPTCU), a Receita Federal suspendeu a eficácia do Ato Declaratório Interpretativo RFB nº 1, de 29 de julho de 2022, que dispunha sobre os valores despendidos com ministros de confissão religiosa, com os membros de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa, nos termos dispostos na legislação referente à tributação”, explicou.

Leia a íntegra da nota da Frente Parlamentar Evangélica:

NOTA DE REPÚDIO

As Frentes Parlamentares Evangélicas do e do veem com grande estranheza a decisão do Governo Federal de revogar o Ato Declaratório Interpretativo, assinado em 2022, que concedia isenção tributária sobre salários de ministros de confissão religiosa.

São ações como essa que, cada vez mais, afastam a população cristã do governo federal. Fica muito claro os ataques que continuamente vêm sendo feitos ao segmento cristão através das instituições governamentais, atacando aqueles que não apoiam suas propostas. Trata-se de um “ataque explícito” ao segmento religioso, parcela importante da sociedade brasileira.

A FPE Congresso e FPE Senado, em seu inabalável e histórico compromisso com o cumprimento dos preceitos constitucionais, repudiam veementemente a decisão do Secretário da Receita Federal que, através do Ato Declaratório Executivo n. 1 de 15.01.2024, suspendeu o Ato Declaratório Interpretativo n. 1 de 29.07.2022. A malfadada decisão gera grave insegurança jurídica para a correta interpretação e aplicação do disposto no artigo 22 da Lei 8.212.1991, afrontando os preceitos basilares da Constituição Federal.

Por fim, os parlamentares que subscrevem a nota esperam que o Governo repense sua decisão, pois atacar o segmento cristão como um todo nunca será uma atitude condizente com quem prega pacificação e na prática comete atos de perseguição.

FRENTE PARLAMENTAR EVANGÉLICA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

FRENTE PARLAMENTAR EVANGÉLICA DO SENADO FEDERAL

Brasília, 17 de Janeiro de 2024


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  1. Será? Façam uma auto análise senhores. É salutar pagar imposto, tanto que o próprio Jesus Cristo, pagou. Pode-se-ia uma haver alíquota, escalonadas.

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