Ministra afirma que ofensiva rompeu negociações e ameaça a estabilidade internacional
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou neste sábado, 28, que os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã representam risco à estabilidade internacional. Para ela, a ação militar interrompeu um processo diplomático que ainda estava em andamento entre as partes.
Em publicação na rede social X, a ministra do governo Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a ofensiva configura ameaça à paz mundial e não encontra justificativa, especialmente diante da existência de negociações em curso. Gleisi também mencionou a nota oficial divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, que condenou os bombardeios.
Nota do PT repete críticas
O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou comunicado com conteúdo semelhante ao da ministra. A legenda classificou os ataques como ação sob “falsa justificativa” de operação preventiva para impedir o avanço do programa nuclear iraniano.
No texto, o partido defende o respeito ao direito internacional e pede que os envolvidos evitem ampliar o conflito. A sigla também cobra a proteção de civis e de infraestrutura civil nas áreas afetadas pelos bombardeios.
O comunicado inclui ainda um apelo à comunidade internacional para que atue de forma coordenada e multilateral a fim de conter a escalada militar. Segundo o PT, discursos que elevem a tensão podem agravar um cenário já instável.
A legenda reafirmou que continuará defendendo relações internacionais baseadas na autodeterminação dos povos e no papel das organizações multilaterais como mediadoras de conflitos.
Itamaraty reforça condenação
A posição de Gleisi e do PT segue a linha adotada pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty). Em nota oficial, o órgão condenou os ataques e destacou que a ofensiva ocorreu enquanto tratativas diplomáticas ainda estavam em curso.
Ofensiva militar e reação iraniana
Na madrugada deste sábado, Estados Unidos e Israel realizaram uma operação coordenada contra alvos no território iraniano. Autoridades militares informaram que a ação mirou instalações estratégicas e estruturas vinculadas ao programa militar de Teerã.
O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a campanha como “massiva e contínua” e declarou que o objetivo é impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. Segundo ele, a ofensiva busca “defender o povo americano” de ameaças atribuídas ao governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e contra bases americanas na região do Golfo. Países como Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque registraram explosões ou acionaram sistemas de defesa aérea.
Rumores sobre o líder supremo
Veículos da imprensa internacional, como a Reuters e o The Jerusalem Post, passaram a noticiar a possibilidade de morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, após declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Donald Trump afirmou ter confirmado a morte de Khamenei às 18h37, em mensagem publicada na plataforma Truth Social.