Moraes estabelece prazo para Zema esclarecer falas sobre imunização
A ação foi movida por parlamentares do Psol mineiro; o governador de Minas tem até 5 dias para se defender
Por ContraFatos 16/02/2024 Atualizado em 16/02/2024
Foto: Montagem/Reprodução/Redes Sociais
A ação foi movida por parlamentares do Psol mineiro; o governador de Minas tem até 5 dias para se defender
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, estabeleceu um prazo de cinco dias para que Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, esclareça a decisão de permitir matrículas de crianças nas escolas estaduais sem a exigência de comprovação de vacina. A publicação ocorreu nesta quinta-feira, 15, e a ação foi iniciada por parlamentares do Psol de Minas Gerais.
Em um vídeo recente, sem detalhar a qual vacina se referia, Zema foi visto ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do senador Cleiton Gontijo (Republicanos-MG), também conhecido como Cleitinho. Ele afirmou que as crianças poderão comparecer às escolas estaduais mesmo sem serem vacinadas.
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“Aqui em Minas, todo aluno, independentemente de ter ou não [se] vacinado, terá acesso às escolas”, disse Zema.
O senador Cleitinho então confirma que eles “são a favor, sim, da ciência” na mesma proporção em que também são “a favor da liberdade”.
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Governador enfatiza a necessidade da educação escolar para crianças
O governador, em entrevista à CNN logo após a divulgação do vídeo, enfatizou a necessidade de todas as crianças frequentarem a escola. Ele destacou que o aprendizado de ciência é a base intelectual essencial para suas futuras decisões.
“Toda criança tem o direito de frequentar a escola, isso é inquestionável”, disse. “A criança vai ter uma merenda boa, vai ter boas escolas e vai, principalmente, aprender ciência, para que no futuro ela tenha condições, diferente do que já aconteceu no passado, queremos que ela venha a decidir se quer ou não ser vacinada.”
A ação judicial, apresentada no STF por deputadas estaduais e vereadores do PSOL de diversos municípios, solicita a remoção do vídeo das redes sociais, estipulando uma multa diária de R$ 5 mil em caso de não cumprimento.
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