Parlamentares denunciam Lula por retaliação em ao impeachment
Deputados de Partidos como União Brasil, PL e Republicanos Comparam Esquema de Compra de Apoio ao Mensalão
Por ContraFatos 29/02/2024 Atualizado em 29/02/2024
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Deputados de Partidos como União Brasil, PL e Republicanos Comparam Esquema de Compra de Apoio ao Mensalão
Nesta quarta-feira, 28, trinta e oito parlamentares levaram ao conhecimento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, uma denúncia com o intuito de iniciar uma investigação contra o governo de Lula. A ação foi uma resposta à ameaça feita contra os deputados que assinaram o pedido de impeachment do petista.
Na última terça-feira, como já destacamos, José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, comunicou em uma reunião com parlamentares da base que o governo federal planeja remover emendas e cargos daqueles deputados que assinaram a denúncia por crime de responsabilidade contra Lula. Isso aconteceu após o petista comparar a resposta de Israel na guerra contra o Hamas ao Holocausto.
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“Não é da base“
Durante a terça-feira, Guimarães reafirmou aos aliados o que havia declarado na reunião, sendo bastante claro: “Quem assina impeachment não é da base do governo”. De acordo com um levantamento feito pelo Estadão, a reação do governo Lula ao pedido de impeachment poderia impactar diretamente 49 parlamentares.
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Os deputados responsáveis pela denúncia acreditam que Lula pode ter sido responsável pelo crime de concussão, que implica a exigência de vantagem indevida para si ou para outra pessoa. Na opinião deles, esse esquema é semelhante ao revelado no ‘mensalão’.
“Tal prática se assemelha ao esquema de corrupção do chamado Mensalão, que ‘coincidentemente’ também ocorrera durante o governo Lula da Silva em 2005 e revelou uma vasta estrutura de pagamento de vantagens indevidas a parlamentares para a formação de uma base aliada ao Governo Federal na Câmara dos Deputados”, afirma a denúncia obtida em primeira-mão pelo site O Antagonista.
Cooptação
“A contrariedade à lei não repousa na simples concessão das emendas em si (…), mas na utilização de tal mecanismo como modo de cooptação de apoio político do Congresso mediante o manejo de recursos destinados a obras e projetos indicados pelos próprios congressistas”, reitera a representação.
“Ao fim e ao cabo, [a atitude do governo federal] atenta nitidamente não só contra o livre exercício da atividade parlamentar, ao subjugar o exercício da atividade legiferante e fiscalizatória do Parlamento, como também contra os princípios da isonomia”, complementa a denúncia.