PF apura corrupção em obras públicas de R$ 7 milhões no Amapá

Investigação aponta possível pagamento de propina para favorecer empresas em licitações municipais

A deflagrou, nesta terça-feira (3), uma operação para investigar um suposto esquema de corrupção e em licitações envolvendo obras públicas avaliadas em mais de R$ 7 milhões no estado do Amapá. A ação teve como foco a coleta de provas sobre irregularidades em contratos firmados por prefeituras da região.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Macapá e Mazagão. O objetivo foi localizar documentos, equipamentos e outros materiais que possam comprovar a existência de um esquema ilícito na contratação de obras com recursos públicos.

Suspeita envolve pagamento de propina a agentes públicos

De acordo com as investigações, a PF trabalha com a hipótese de que empreiteiros tenham repassado propina a agentes públicos para obter vantagens indevidas durante processos licitatórios. Em troca dos pagamentos, as empresas teriam sido beneficiadas na celebração de contratos com a administração pública para execução das obras milionárias.

A suspeita é de que o direcionamento das licitações tenha ocorrido de forma sistemática, comprometendo a lisura dos certames e causando prejuízos aos cofres públicos.

Operação busca esclarecer dinâmica do esquema

Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Federal no Amapá, a ação desta terça-feira representa uma etapa importante da apuração.

“Com a ação de hoje, a PF busca reunir novos elementos probatórios que possam esclarecer a dinâmica do esquema e identificar todos os envolvidos no processo”, informou o órgão.

O material apreendido durante as buscas será analisado e poderá subsidiar novas fases da investigação.

Crimes investigados e possíveis penas

Os alvos da operação poderão responder por fraude em licitação, corrupção ativa, corrupção passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas previstas para esses crimes podem ultrapassar 30 anos de reclusão, além da aplicação de multas, conforme prevê a legislação penal.

As investigações seguem em andamento e não estão descartadas novas diligências ou o aprofundamento das apurações a partir das provas coletadas.

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