Categoria cobra reajuste salarial e valorização enquanto negociações seguem sem avanço
A Federação Nacional dos Policiais Federais aprovou estado de greve, intensificando a pressão sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão sinaliza risco de paralisação nos próximos dias, diante da insatisfação com a falta de avanços nas negociações.
Categoria reclama de indefinição do governo
Os policiais federais reivindicam recomposição salarial e valorização da carreira, pautas que seguem sem solução nas tratativas com o Executivo.
A medida foi adotada após três dias de reuniões em Brasília, que reuniram representantes dos 27 sindicatos regionais da categoria.
Governo reage apenas após pressão
Segundo o vice-presidente da entidade, Marcos Avelino, o governo só abriu diálogo após a aprovação do estado de greve.
“Tão logo foi aprovado o indicativo de estado de greve, o governo federal abriu um canal de comunicação”, afirmou. “Neste momento, a gente conversa, nós temos interlocução com dois importantes ministérios. Aguardamos alguma proposta a ser apresentada pelo governo.”
Assembleias definirão próximos passos
A federação informou que os sindicatos estaduais irão realizar assembleias nos próximos dias para decidir os rumos do movimento.
“Na próxima semana, todos os sindicatos farão assembleias para deliberar novas providências em face desse movimento de negociação”, disse Avelino.
Mobilização cresce em todo o país
Em comunicado oficial, a Fenapef destacou que o estado de greve representa um alerta diante da insatisfação da categoria.
A entidade afirmou que a mobilização busca garantir valorização profissional e evitar prejuízos aos direitos dos policiais federais.
Risco de paralisação amplia desgaste
O avanço do movimento aumenta a pressão sobre o governo, que enfrenta críticas por demora em apresentar propostas concretas à categoria.
Caso não haja avanço nas negociações, a paralisação pode afetar atividades da Polícia Federal, ampliando o impacto político e institucional da crise.