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Rui Costa confirma reunião entre Lula e Vorcaro

Ministro diz que presidente mantém diálogo institucional com todos os setores econômicos

O ministro da Casa Civil, , afirmou nesta segunda-feira (2) que o presidente Luiz Inácio da Silva (PT) não pode ser “inviabilizado” por se reunir com empresários do setor financeiro, incluindo o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo ele, o chefe do Executivo tem o dever institucional de dialogar com diferentes segmentos da sociedade.

De acordo com Rui Costa, ouvir representantes de instituições financeiras faz parte da rotina presidencial, assim como encontros com empresários de outros setores e lideranças sociais. Para o ministro, esse tipo de interlocução é essencial para uma gestão democrática.

Agenda presidencial inclui diversos segmentos da sociedade

Ao comentar o encontro, Rui Costa ressaltou que a agenda de Lula é composta por reuniões frequentes com representantes de áreas variadas. Ele afirmou que governar de forma democrática exige abertura ao diálogo com setores financeiros, produtivos, entidades de classe e movimentos sociais.

— Se um presidente quer governar de forma democrática, ele tem que estar aberto à sua agenda e ouvir representantes dos diversos segmentos, financeiros, produtivos, de representação de classe, de movimentos sociais. A agenda do presidente é recheada desses encontros. Se algum ator que, ao longo do tempo, representa algum segmento, vier a cometer erros, isso não inviabiliza o presidente — disse Rui Costa, em declaração no .

O ministro reforçou que Lula recebe “todos os atores econômicos” em compromissos institucionais e destacou que não existe distinção entre banqueiros, bancários ou representantes de movimentos sociais na condução da agenda presidencial.

Encontros institucionais são prática regular, diz ministro

Rui Costa afirmou ainda que encontros com representantes do sistema financeiro não diferem de reuniões com empresários de outros setores da economia ou lideranças sociais.

— Um presidente da República recebe, institucionalmente, todos os atores econômicos. O presidente recebeu vários presidentes de bancos, tanto para tratar de assuntos institucionais, como recebeu empresários do setor industrial, empresários da agricultura e representantes de entidades, como do MST e outros — afirmou.

Segundo ele, essas reuniões fazem parte do exercício normal do cargo e não configuram favorecimento a qualquer grupo específico.

Reunião fora da agenda e reclamações sobre concentração bancária

Em dezembro de 2024, Lula se reuniu fora da agenda oficial com Daniel Vorcaro e com Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central (BC) e, à época, diretor de Política Monetária da autarquia. No encontro, o dono do Banco Master teria apresentado ao presidente queixas sobre a concentração bancária no país.

Na ocasião, Lula indicou que o tema deveria ser tratado diretamente pelo Banco Central, responsável pela regulação do sistema financeiro.

Governo evita avaliar atuação do Banco Central no caso Master

Questionado sobre a condução do Banco Central em relação à crise envolvendo o Banco Master, Rui Costa evitou fazer qualquer avaliação. Ele afirmou que o BC é formado por técnicos experientes e que não seria responsável julgar a atuação do órgão sem acesso a todas as informações.

— Ali tem gente concursada e muito experiente que avalia, cotidianamente, a situação financeira de todas as instituições financeiras. Seria leviano fazer um julgamento sem ter os elementos fundamentais — declarou.

Executivo não deve interferir em eventual CPI

Rui Costa também comentou a possibilidade de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar fraudes relacionadas ao Banco Master. Segundo ele, cabe exclusivamente ao Nacional decidir sobre a instalação ou não da comissão.

O ministro explicou que o Executivo já definiu seu caminho para apurar o caso, priorizando investigações administrativas e criminais conduzidas por órgãos técnicos.

— Eu não acho que o Executivo tenha que interferir na definição [da CPI], se monta ou não monta. Cabe aos parlamentares, deputados e senadores escolherem qual é o melhor caminho. O Executivo já escolheu qual caminho, que é da apuração de responsabilidades; repito, administrativas, através do Banco Central, polícias investigativas e através da — afirmou.

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