Vice-presidente do PT é visto com bicheiro em camarote na Sapucaí

Washington Quaquá registrou imagens ao lado de contraventor durante desfile da União de Maricá

O prefeito de Maricá (RJ) e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, foi fotografado ao lado de Ailton Guimarães Jorge, conhecido como Capitão Guimarães, no sábado (14), durante desfile na Marquês de Sapucaí. As imagens foram publicadas pelo próprio petista em suas redes sociais.

Guimarães, de 83 anos, é apontado como um dos nomes históricos ligados à cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro. Ele responde a processos na e possui condenação por contravenção e corrupção, registrada em 2012. Também é réu em uma ação que apura homicídio ocorrido em 2020. Além disso, mantém influência na Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).

Encontro ocorreu durante apresentação na Sapucaí

As fotos foram feitas durante a apresentação da União de Maricá, escola que se apresentou no Sambódromo, considerado o principal palco do Carnaval fluminense. Quaquá participou do desfile como passista.

Em determinado momento da apresentação, o dirigente do PT interrompeu sua participação para cumprimentar Guimarães e posar para registros fotográficos ao lado do contraventor.

Relação já foi alvo de questionamentos

Não é a primeira vez que os nomes de Washington Quaquá, União de Maricá e Capitão Guimarães aparecem associados. Em 2025, surgiram acusações de que o trio teria articulado para favorecer a escola no desfile da Série Ouro, com o objetivo de garantir acesso ao Grupo Especial do Carnaval do Rio. As alegações geraram repercussão, mas não resultaram em condenação.

Histórico de Capitão Guimarães

O apelido “Capitão” remete à atuação de Guimarães durante o regime militar. Segundo reportagem do jornal O Globo, ele foi agente da repressão na década de 1960, atuando contra sindicalistas, especialmente ferroviários, na Baixada Fluminense. As operações o aproximaram da Polícia Civil do Estado.

Na década seguinte, passou a atuar na Zona Portuária do Rio, onde teria utilizado sua influência em benefício de contrabandistas. A ligação com o jogo do bicho começou em 1979.

Naquele ano, Guimarães foi investigado pelo desaparecimento de Agostinho Lopes da Silva Júnior, conhecido como Guto, que controlava pontos de aposta em cidades como Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Saquarema. O não apontou culpados.

Posteriormente, os pontos de aposta teriam ficado com Angelo Maria Longa, o Tio Patinhas, outro nome relevante do jogo do bicho, como garantia por um empréstimo. Segundo relatos, esses pontos teriam sido repassados a Capitão Guimarães.

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