A coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, antecipou a saída do jornalista, o que foi confirmado pela Folha.
Uchôa começou a trabalhar na EBC em março do ano anterior e, em junho, iniciou a apresentação do programa “Conversa com o Presidente” todas as terças-feiras às 8h30.
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Entrar no grupo O governo do Planalto sempre rejeitou a ideia de se inspirar em Jair Bolsonaro (PL) com uma transmissão semanal, que era usada para debater questões centrais da semana para a administração. As visualizações também eram menores do que as das transmissões ao vivo do ex-presidente.
O profissional de jornalismo afirmou desconhecer se o programa terá continuidade ou não e afirmou que nunca esteve presente em encontros que discutiam essa questão.
Ele também revela que informou Lula sobre sua decisão antes de embarcar para o Egito e a Etiópia na semana passada. Inclusive, ele teria ido junto, representando a EBC, porém não foi possível.
“Ele foi super gentil, falou para a gente conversar na volta da viagem dele. Mas não quis esperar porque não era questão de uma nova proposta ou algo assim”, completou.
Olimpíadas e Copas do Mundo foram eventos cobertos por Uchôa para a TV Globo, e ele serviu como correspondente na Europa. Ele também esteve presente em conflitos como a Guerra do Iraque e a Guerra Civil da Líbia. Desse modo, tornou-se um rosto familiar para a população brasileira.
Ao concluir 2021, solicitou sua saída da TV Globo após uma carreira de 34 anos. No ano anterior, havia se candidatado à posição de deputado federal pelo Rio de Janeiro pelo PSB, o partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. No entanto, decidiu abandonar a candidatura alguns meses antes das eleições.
O profissional de jornalismo encontrou-se com Lula enquanto estava em Londres, especificamente durante o primeiro mandato do político do PT.
Uchôa, antes de assumir o posto de apresentador do Conversa com o Presidente, já era uma figura frequente nas agendas e viagens do presidente, representando uma das facetas da comunicação do governo federal.