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Colegas de Gilmar Mendes no STF reprovam ação contra Romeu Zema

Descontentamento interno no tribunal com decisão do decano

A atitude do decano do Tribunal Federal (STF), , de solicitar a inclusão do ex-governador Romeu Zema no Inquérito das Fake News provocou críticas reservadas de outros da Corte nesta segunda-feira, 20.

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Diversos integrantes do tribunal manifestaram desaprovação à medida. Um dos magistrados, consultado pela reportagem sob condição de anonimato, definiu a iniciativa como uma tentativa de “influir na política”.

Outro ministro foi ainda mais incisivo ao caracterizar a ação como “um absurdo”. Um terceiro colega da Corte complementou classificando o movimento como “preocupante”.

A notícia-crime e o vídeo polêmico

O decano encaminhou uma notícia-crime contra Zema, pré-candidato à Presidência, ao ministro , relator da investigação sobre fake news. A ação foi motivada por um vídeo divulgado pelo ex-governador em suas redes sociais, que faz referências a Mendes e ao ministro Dias Toffoli.

O material audiovisual apresenta bonecos que representam os magistrados. Na encenação, o fantoche de Toffoli solicita ao de Mendes que suspenda a quebra de seus sigilos bancários, medida determinada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.

A representação mostra o boneco do magistrado anulando a decisão da CPI. Em contrapartida, solicita “só uma cortesia lá do teu resort que tá pago”.

Moraes remeteu o documento à Procuradoria-Geral da República (PGR), que ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Caso Alessandro Vieira também gera movimentação

Na semana anterior, o decano também tomou medidas relacionadas a outro político: o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado.

O parlamentar incluiu nos indiciamentos da comissão os nomes de Mendes, Toffoli e Moraes, alegando suposto envolvimento no do Banco Master.

Como resposta, Mendes acionou a PGR solicitando investigação do senador por abuso de poder. “O claro desvio de finalidade enveredado pelo relator da CPI do Crime Organizado não encontrou guarida sequer entre os seus pares, que deliberadamente optaram por não aprovar o texto de endereçamento final por ele sugerido”, declarou Mendes.


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