O material utiliza bonecos que representam os ministros do STF em uma situação fictícia.
Uma peça de inteligência artificial criada pelo ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo) nas redes sociais foi o estopim para que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentasse notícia-crime contra o pré-candidato presidencial.
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O vídeo satírico que gerou a polêmica
O material utiliza bonecos que representam os ministros do STF em uma situação fictícia. Na gravação, um fantoche que simula o ministro Dias Toffoli solicita ao boneco de Gilmar Mendes a suspensão das quebras de sigilo que foram determinadas pela CPI do Crime Organizado.
A produção mostra o personagem do decano aceitando o pedido e, como contrapartida, solicitando uma “cortesia” no resort Tayayá, estabelecimento do qual Toffoli era proprietário.
Base real por trás da sátira
A peça audiovisual faz referência a eventos concretos: Gilmar Mendes de fato tomou decisão que anulou as quebras de sigilo da Maridt, empresa pertencente a Toffoli e aos irmãos do ministro.
Essa companhia havia recebido investimentos de um fundo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, gerando questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse.
Representação contra Zema
Na petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes argumentou que o vídeo “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.
O pedido busca a inclusão de Romeu Zema no inquérito das fake news, que tramita sob relatoria de Moraes no STF.
🚨VEJA – Gilmar Mendes pediu a inclusão de Zema no inquérito das fake news em decorrência do vídeo abaixo, alegando que o ex-governador fez uso de deep fake e espalhou desinformação
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) April 20, 2026
Alexandre de Moraes já deu andamento e enviou o pedido para que o PGR se manifeste. pic.twitter.com/QihJpru8n7
Contexto político da decisão
O episódio ocorre em meio a tensões crescentes entre o Poder Judiciário e figuras políticas que têm questionado publicamente decisões do Supremo.
A utilização de inteligência artificial para criar conteúdo crítico ao STF representa um novo capítulo nesse embate, levantando questões sobre os limites entre liberdade de expressão e ofensa aos poderes.