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FGC registra prejuízo histórico com Banco Master e expõe impacto no sistema financeiro

Rombo bilionário supera perdas de crises anteriores e mobiliza bancos para reforço de caixa

O Fundo Garantidor de Créditos enfrenta um sem precedentes após a liquidação do Banco Master. As perdas chegaram a R$ 52 bilhões, o maior valor já registrado pelo fundo, superando episódios históricos do sistema bancário nacional.

O montante é superior, por exemplo, ao prejuízo do caso do Banco Nacional nos anos 1990, quando atualizado pela inflação.

Impacto supera lucro de grandes bancos

O rombo também chama atenção por ultrapassar os resultados anuais de grandes instituições financeiras.

  • Itaú: R$ 46,8 bilhões
  • Bradesco: R$ 24,6 bilhões
  • Banco do Brasil: R$ 20,7 bilhões

Mesmo representando menos de 1% dos ativos do sistema financeiro, o Banco Master gerou um impacto desproporcional.

Pagamentos já realizados aos credores

Até 25 de março, o FGC já havia desembolsado:

  • R$ 39,2 bilhões para credores do Banco Master
  • R$ 124,7 milhões relacionados ao Will Bank
  • Início de repasses de R$ 2,5 bilhões a investidores do Banco Pleno

Esses valores fazem parte da cobertura oferecida pelo fundo, que garante depósitos e investimentos dentro de determinados limites.

Prejuízos acumulados e efeito sistêmico

Considerando os seis maiores casos de perdas bancárias, o FGC acumula prejuízos de R$ 141,9 bilhões, sendo o caso Master responsável por cerca de 37% desse total.

O episódio evidenciou fragilidades no sistema financeiro, especialmente em relação a instituições menores que adotam estratégias agressivas de captação ou concentram riscos elevados.

Reforço emergencial no caixa

Para recompor o fundo após os pagamentos, bancos associados realizaram um aporte extraordinário de R$ 32,5 bilhões até 25 de março de 2026.

A medida busca preservar a confiança no sistema, mas pode elevar custos para o setor bancário como um todo.

Liquidação e investigações

A liquidação extrajudicial do Banco Master foi determinada pelo Banco Central do Brasil após identificação de irregularidades.

Entre os pontos investigados estão operações envolvendo venda de ativos sem valor e possíveis práticas ilícitas.

A Polícia Federal realizou operações no caso, e o empresário Daniel Vorcaro chegou a ser preso, sendo posteriormente liberado e novamente detido por decisão judicial.

As investigações também apuram suspeitas de pagamento de propina a servidores do Banco Central, o que levou ao afastamento de funcionários e à abertura de processos pela Controladoria-Geral da União.

Caso alcança instâncias do Judiciário

O episódio também teve desdobramentos no Tribunal Federal, envolvendo os e Alexandre de Moraes.

O processo passou por mudanças de relatoria, com assumindo decisões recentes relacionadas ao caso.

Debate sobre riscos e regulação

O caso Banco Master amplia a discussão sobre regulação, supervisão e gestão de riscos no sistema financeiro.

Especialistas apontam que episódios como esse reforçam a necessidade de maior controle sobre instituições menores e de mecanismos mais eficazes para evitar impactos sistêmicos.As informações são da Revista Oeste. 

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