Uma publicação do grupo esquerdista Mídia Ninja atribuiu o vandalismo ao coletivo “Revolução Periférica”.
A estátua é alvo de reiterados protestos nos últimos anos. Nas redes sociais, o incêndio levantou novamente a discussão sobre o papel de Borba Gato na escravidão de índios e negros no Brasil.
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Entrar no grupo Em seu Instagram, o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub condenou o ato e alertou para o que chamou de “terrorismo”.
– Os TERRORISTAS vão arrombar a porta da sua casa. Não adianta ser bonzinho ou buscar um acordo! Fizeram isso em todos os países. Temos que enfrentar essa tigrada! ACORDEM! Agora, o atentado TERRORISTA foi em São Paulo, próximo de minha casa. Vai piorar! – escreveu.
QUEM FOI BORBA GATO
Borba Gato foi um bandeirante paulista que no século 18 caçou indígenas e negros. Atualmente, o papel desses pioneiros na interiorização do país é conhecido e a condição de símbolo do Estado é questionada. Além de caçar, aprisionar e traficar a população indígena, há fartos registros de estupros e mortes.
Os bandeirantes eram homens que trabalhavam na região Sudeste com a exploração de minérios, escravização de indígenas e captura de escravos fugitivos no século 17. São Paulo estava na margem da colônia brasileira; foi, por muito tempo, uma região indígena e jesuítica, e veio a se urbanizar com maior intensidade apenas no final do século 19.
A estátua que representa o bandeirante Manuel de Borba Gato está situada entre as Avenidas Santo Amaro e Adolfo Pinheiro, também na Zona Sul. A peça de cerca de 13 metros de altura, contando o pedestal, esculpida em argamassa e trilhos, foi criada por Júlio Guerra (1912-2001) e concluída em 1963.
As informações são da AE