Ex-assessor de Trump afirma que Moraes concentra poder, persegue oposição e ameaça liberdades com apoio do Partido Comunista Chinês
O empresário e ex-assessor do presidente americano Donald Trump, Jason Miller, fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante uma entrevista ao podcast Ask Dr. Drew. Segundo ele, a Corte brasileira atua para reprimir a oposição política ao presidente Lula, promovendo ações que ameaçam a liberdade de expressão e o funcionamento das redes sociais.
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Miller foi direto: “A Suprema Corte está tornando praticamente impossível a existência de oposição no Brasil”. O trecho foi amplamente compartilhado pelo deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nesta sexta-feira (29).
Moraes como símbolo de concentração de poder
O foco das críticas de Miller recaiu sobre o ministro Alexandre de Moraes, a quem ele acusou de chefiar um “gabinete paralelo” com autonomia para perseguir adversários políticos. Segundo o ex-assessor, Moraes seria responsável por um sistema judicial que acusa, julga, condena e prende, sem permitir defesa ou instâncias superiores de recurso.
🇧🇷🇺🇸 Former Trump advisor @JasonMiller describes how the Brazilian regime gives totalitarian powers to Moraes it impacts the U.S and CCP.
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) August 29, 2025
Jason is certainly one of the Americans who knows Brazil best, especially because he personally experienced the persecution and censorship. pic.twitter.com/hoML9amG1K
Para ilustrar, Miller disse que conhece pessoas que foram retiradas de suas casas no meio da noite, sofreram agressões e tiveram contas bancárias congeladas por decisão da Corte. “Eles são a Suprema Corte. Não há para onde correr”, afirmou.
Comparações com regimes históricos e alerta geopolítico
A gravidade da situação, segundo ele, vai além do que ocorre em outras democracias: “A Inquisição Espanhola, em muitos casos, foi até mais justa”, comparou. Em sua visão, o Brasil foi “virado de cabeça para baixo” por decisões judiciais que buscam silenciar opositores e criminalizar o ex-presidente Jair Bolsonaro com penas que podem chegar a 35 anos.
Miller também alertou que os ataques do STF não ocorrem em um vácuo. Para ele, a escalada autoritária coincide com o fortalecimento da presença chinesa no Brasil, especialmente por meio do Partido Comunista Chinês, que, segundo ele, vem expandindo sua influência estratégica sobre a política e a economia nacional.
Banimentos e perseguição digital
Além das ações judiciais, Miller apontou medidas do STF que teriam censurado plataformas digitais, incluindo sua própria rede social, a Gettr. Ele lembrou que outras plataformas conservadoras também foram alvos, como o Truth Social, o Rumble e o antigo Twitter, hoje chamado de X. Para ele, o controle sobre o ambiente digital faz parte de um projeto maior de silenciamento.
Interesse dos EUA na crise brasileira
Miller afirmou que Trump acompanha com preocupação os desdobramentos no Brasil, principalmente as acusações contra Bolsonaro e os sinais de interferência chinesa. “Se essas práticas antidemocráticas continuarem, haverá um problema sério”, disse. Segundo ele, o que acontece no Brasil afeta diretamente os interesses dos Estados Unidos em todo o hemisfério ocidental.