Dentre todos os participantes da pesquisa, 14% não estão convencidos de que essas decisões judiciais encorajem a corrupção no país. Além disso, 12% dos entrevistados não conseguiram ou optaram por não responder.
Foram observadas as maiores taxas de desaprovação do STF entre homens (79%), habitantes da Região Sul (80%) e aqueles que votaram no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022 (85%).
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Entrar no grupo A visão negativa acerca das decisões do STF ultrapassa até mesmo o percentual de participantes da pesquisa que acreditam que a Lava Jato contribuiu para o combate à corrupção no país, o qual é de 49%.
O erro de margem é de 2,2 pontos percentuais, podendo variar para mais ou para menos.
Relembre as anulações do STF
A força-tarefa da Polícia Federal (PF) completará dez anos no próximo dia 17. Atualmente, o STF está em processo de revisão da operação, onde estão sendo suspensas multas de “acordos de leniência” estabelecidos com empresas e estão sendo questionadas provas, tendo como resultado a anulação de condenações.
No mês de setembro de 2023, todas as evidências provenientes do acordo de leniência da construtora Odebrecht (hoje conhecida como Novonor) foram anuladas pelo ministro Dias Toffoli. Estas provas haviam sido utilizadas em acusações e condenações decorrentes da Operação Lava Jato.
Toffoli declarou que a detenção do líder petista Luiz Inácio Lula da Silva foi uma “armação” e “um dos maiores erros judiciários da história do país”.
O recurso à decisão do ministro foi feito pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR). Atualmente, os recursos estão sendo analisados.
Toffoli já havia beneficiado a J&F em uma decisão semelhante.
Políticos também foram beneficiados
Decisões do ministro também favoreceram outros réus da Operação Lava Jato, além das empresas. Entre eles estão Beto Richa, ex-governador do Paraná; Fernando Collor, ex-senador de Alagoas; e Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro.
Em 2021, durante a operação, o STF anulou as condenações de Lula, pavimentando o caminho para a possível eleição do petista em 2022.
A pesquisa ouviu sobre Moro
O levantamento também questionou os participantes a respeito da performance do ex-magistrado e agora senador da República Sérgio Moro (União Brasil-PR) durante a “Operação Lava Jato”.
44% dos entrevistados desaprovaram o trabalho dele, enquanto outros 40% o aprovaram.
O juiz Moro foi quem julgou os casos da Lava Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba. Levando em conta a margem de erro, a aprovação e desaprovação de Moro no papel de juiz da Lava Jato são tecnicamente consideradas empatadas. As informações são da Revista Oeste.