Família formalizou queixa no STF e no CNJ após episódio ocorrido em Balneário Camboriú
Uma denúncia de assédio sexual envolvendo o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, passou a ser analisada por autoridades judiciais desde janeiro. A acusação foi apresentada por uma jovem de 18 anos, que afirma ter sido vítima do magistrado durante um período de férias em Balneário Camboriú.
Segundo o relato, o caso ocorreu em 9 de janeiro, enquanto a jovem estava hospedada na casa do ministro. De acordo com informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a vítima é filha de amigos de Buzzi.
Relato aponta abordagem durante banho de mar
Conforme o depoimento, o episódio teria ocorrido durante um banho de mar. A jovem afirmou que o ministro tentou agarrá-la por três vezes dentro da água, demonstrando excitação. A situação teria provocado pânico e medo, até que ela conseguiu se desvencilhar e deixar o local.
Após o ocorrido, a jovem procurou os pais e contou o que havia acontecido. Diante do relato, a família decidiu deixar imediatamente a cidade.
Família registra ocorrência e leva caso ao STF
De volta a São Paulo, os pais da jovem registraram boletim de ocorrência. Posteriormente, receberam orientação para encaminhar a denúncia ao Supremo Tribunal Federal, já que Marco Buzzi possui foro por prerrogativa de função em razão do cargo que ocupa.
Nesta terça-feira (3), os familiares estiveram com um juiz auxiliar do ministro Edson Fachin, presidente do STF. Em seguida, dirigiram-se ao Conselho Nacional de Justiça para formalizar a denúncia também na esfera administrativa.
Ministro foi indicado ao STJ em 2011
Marco Buzzi foi indicado ao Superior Tribunal de Justiça em 2011 pela então presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores. O magistrado completa 68 anos nesta quarta-feira (4).
Até o momento, nem o ministro nem o STJ se pronunciaram oficialmente sobre a acusação.
Defesa pede rigor na apuração
O advogado Daniel Leon Bialski, responsável pela defesa da jovem, afirmou que a prioridade neste momento é a preservação da vítima e de seus familiares diante da gravidade do caso.
“O foco atual é a preservação dela e da família diante do ‘gravíssimo ato praticado’. Aguardamos rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes”, declarou.