Operação Contaminatio revela plano do PCC para infiltrar prefeituras e lavar dinheiro em São Paulo Operação Contaminatio revela plano do PCC para infiltrar prefeituras e lavar dinheiro em São Paulo

Operação Contaminatio revela plano do PCC para infiltrar prefeituras e lavar dinheiro em São Paulo

Justiça bloqueia R$ 513 milhões e seis pessoas são presas em ação que desvendou esquema da facção para dominar administrações municipais

Um esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC) para se infiltrar em prefeituras de São Paulo foi desarticulado na manhã desta segunda-feira, 27 de abril. A , conduzida pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes de Mogi das Cruzes (SP), resultou na de seis pessoas e no cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão, além de cinco mandados de prisão.

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Fintech da facção era peça central do esquema

A revelou que o braço financeiro do PCC pretendia inserir uma fintech controlada pela facção dentro das administrações municipais. O objetivo era administrar receitas públicas — como taxas, impostos e boletos — para viabilizar a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de entorpecentes.

Seis pessoas politicamente expostas foram identificadas ocupando cargos de primeiro escalão em municípios das regiões de Santos, ABC Paulista, Campinas e Ribeirão Preto. Entre os envolvidos, o destaca uma servidora comissionada com ligação direta à cúpula da organização criminosa.

PCC planejava financiar campanhas eleitorais

Outro aspecto grave descoberto pelos investigadores foi o projeto da facção para lançar candidatos nas de 2024. Segundo a apuração policial, o PCC pretendia financiar campanhas para eleger aliados tanto no âmbito municipal quanto no estadual, ampliando sua influência sobre o poder público.

Bloqueio milionário e alcance da operação

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 513,7 milhões em ativos dos investigados. As diligências da Operação Contaminatio não se limitaram ao Estado de São Paulo: agentes atuaram simultaneamente em cidades de Goiás, Paraná e no Distrito Federal.

Até o momento, nenhum dos alvos possui foro privilegiado ou exerce mandato eletivo. A ação é um desdobramento direto da Operação Decurio, realizada em agosto de 2024, que já havia detectado um esquema estruturado de lavagem de dinheiro originário do tráfico de drogas.


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