A declaração de Andrei Rodrigues foi feita durante entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews. O diretor-geral manifestou descontentamento com a situação e deixou claro que espera uma solução negociada.
“À medida que uma agência retira as credenciais do meu policial, eu retiro as credenciais do policial norte-americano que está aqui e digo isso, faço com muito pesar, porque eu gostaria que nada disso estivesse acontecendo e eu torço para que a gente consiga sentar à mesa, dialogar, conversar e poder dar continuidade com absoluta regularidade.”
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Entrar no grupo Rodrigues nega expulsão de agentes
O diretor-geral fez questão de esclarecer que a medida adotada pela Polícia Federal não equivale a uma expulsão. Segundo ele, esse tipo de ação pertence à esfera diplomática e não cabe à corporação policial.
“Não, de maneira alguma, tanto o Marcelo Ivo não foi expulso dos Estados Unidos, como nós não vamos expulsar ninguém aqui do Brasil. Nós, que eu digo, Polícia Federal. Não é nosso papel isso.”
Impactos práticos para o agente americano
Andrei Rodrigues detalhou as consequências concretas da retirada das credenciais do policial dos EUA. O agente perdeu o acesso à unidade da Polícia Federal onde exercia suas funções, além de ter sido bloqueado de bases de dados compartilhadas nas operações de cooperação.
“Esse policial norte-americano, que até então trabalhava dentro de uma unidade nossa, da Polícia Federal, ele deixa de ter acesso a essa unidade, deixa de ter acesso a algumas bases de dados que nós fornecemos para essas cooperações, assim como o nosso servidor lá em Miami teve.”
Itamaraty conduz tratativas diplomáticas
Além da resposta no âmbito policial, o caso está sendo acompanhado pela diplomacia brasileira. Rodrigues afirmou que conversou com o chanceler Mauro Vieira logo após retornar de viagem ao exterior, ainda na madrugada do dia.
“Eu estava em viagem ao exterior, chegamos essa madrugada, conversei com o chanceler, com o nosso ministro Mauro Vieira, e o Itamaraty também, no campo da reciprocidade diplomática, tem feito reuniões, tem feito contatos.”
O episódio evidencia o momento delicado nas relações entre Brasil e Estados Unidos na área de segurança e cooperação policial internacional, com desdobramentos que ainda podem se estender nos campos diplomático e institucional.