Defesa protocola pedido de intervenção cirúrgica com urgência
Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro formalizaram na terça-feira (21) uma solicitação ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja autorizada uma cirurgia no ombro direito. O pedido foi direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, destacando a necessidade do procedimento devido às dores constantes e redução da mobilidade no membro afetado.
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Desde 27 de março, quando passou a cumprir prisão domiciliar, o ex-mandatário tem enfrentado complicações de saúde que não responderam adequadamente aos tratamentos tradicionais. Os laudos médicos indicam lesões que requerem intervenção cirúrgica para prevenir sequelas definitivas.
Tratamentos convencionais não surtiram efeito esperado
Apesar do uso contínuo de medicamentos para dor e da realização de fisioterapia regular, os resultados não foram satisfatórios. A equipe médica constatou que apenas a cirurgia poderá restabelecer completamente a funcionalidade do ombro direito de Bolsonaro.
A proposta apresentada pela defesa sugere que o procedimento seja realizado entre os dias 24 e 25 de abril. O documento encaminhado ao STF solicita autorização para todas as fases do tratamento hospitalar:
- Execução de exames preparatórios
- Hospitalização e realização da cirurgia
- Período de recuperação e fisioterapia especializada
Relatório médico confirma aptidão para o procedimento
Um boletim elaborado em 17 de abril, já integrado ao processo judicial, atesta que o ex-presidente está em condições de se submeter à operação. O documento revela que as sessões de fisioterapia não produziram os benefícios esperados, com o paciente apresentando cansaço excessivo e episódios de dor intensa que chegaram a impedir a continuidade dos exercícios.
Embora tenha havido discreta melhora na capacidade de suportar atividades físicas recentemente, os médicos concluíram que somente a intervenção cirúrgica garantirá a recuperação plena dos movimentos.
Acompanhamento médico sob supervisão judicial
O estado de saúde de Bolsonaro permanece sob monitoramento constante por determinação do ministro Alexandre de Moraes. A equipe médica tem a obrigação de enviar relatórios semanais ao STF sobre a evolução clínica do ex-presidente durante os 90 dias de detenção domiciliar, assegurando transparência no acompanhamento do caso.
Os advogados enfatizaram o caráter emergencial da situação, classificando-a como uma questão fundamental de saúde pública e bem-estar pessoal que demanda atenção imediata das autoridades judiciais.