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Queiroga Pandemia Trouxe Subnotificação De Morte Por Doença Cardíaca
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BRASIL

Queiroga: pandemia trouxe subnotificação de morte por doença cardíaca

De acordo com o titular da pasta, que é cardiologista, pandemia causou redução nos registros de morte por AVC e infarto

De acordo com o titular da pasta, que é cardiologista, pandemia causou redução nos registros de morte por AVC e infarto

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que existe uma preocupação da pasta com o número de óbitos por doenças cardiovasculares durante a pandemia de Covid-19. A declaração foi dada durante em pronunciamento após a 3ª reunião do Comitê de Coordenação Nacional para o Enfrentamento da Covid-19, nesta quarta-feira (28/4).

De acordo com o titular da pasta, que é cardiologista, houve uma redução das notificações de óbitos por Acidente Vascular Cerebral (AVC) e infarto durante a primeira onda da Covid-19. Ele afirma que a queda no número de registros é fruto de subnotificação.

Queiroga afirmou que há um grande desafio em continuar assistindo a população em relação aos problemas prevalentes. “No Brasil, mais de 380 mil pessoas morrem por doenças cardiovasculares todos os anos”, explicou.

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“Assistimos, na primeira onda [de Covid], a uma redução das notificações de óbito por AVC e infarto. Por outro lado, assistimos um aumento dos óbitos por doenças cardiovasculares inespecíficas fora do ambiente hospitalar. Estamos atentos porque esse fenômeno pode se repetir no ano de 2021, até com uma frequência maior”, afirmou.

Queiroga disse que a pasta está “trabalhando para garantir assistência” a esses pacientes. Ele disse que pretende estudar ações de apoio a pessoas acometidas por outras doenças, além dos problemas cardiovasculares.

“Pacientes com doenças crônicas, hipertensão, diabetes, insuficiência cardíaca, doenças oncológicas. Estamos estudando isso com as sociedades científicas envolvidas com cada uma dessas situações”, disse.

No pronunciamento, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a aplicação da segunda dose da Coronavac em grupos prioritários deve ser regularizada apenas na próxima semana.

A aplicação da segunda dose do imunizante produzido pelo Instituto Butantan tem sido falha em diversas regiões do país: 416.507 mil pessoas de três grupos prioritários aguardam a chegada do fármaco para completar o esquema vacinal.

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Segundo Marcelo Queiroga, a razão para o atraso na distribuição é a demora na chegada do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) ao Brasil, que tem atrapalhado a produção no Butantan.

Comitê de Coordenação Nacional

Esta foi a terceira reunião do grupo, que completou um mês no último sábado (24/3) – com poucos resultados práticos e ofuscado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, instalada nessa terça-feira (27/4) no Senado Federal.

O Comitê da Covid é formado pelos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM -MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL); pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; e pela juíza federal Candice Jobim, supervisora do Fórum Nacional da Saúde do Poder Judiciário, representando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Sem participação direta, governadores são representados pelo titular do Senado.

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Nesta quarta-feira, apenas o ministro da Saúde e o secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz, participaram do pronunciamento.

Fonte: Metrópoles


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