Jason Miller compartilha análise da The Economist e destaca contrato envolvendo esposa do ministro do STF
O conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller, utilizou as redes sociais nesta terça-feira, 3, para comentar uma reportagem da revista britânica The Economist que aborda o caso do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, e menciona integrantes do Judiciário brasileiro.
Na publicação, Miller ressaltou um trecho do artigo que faz referência ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O conselheiro reproduziu a parte do texto que aponta questionamentos dirigidos ao magistrado diante de evidências de que sua esposa, a advogada Viviane Barci, teria firmado um contrato classificado como incomum com o Banco Master.
Contrato de R$ 129 milhões e aumento de processos
A reportagem da The Economist menciona que Viviane Barci teria celebrado um contrato de R$ 129 milhões com a instituição financeira, então sob controle de Daniel Vorcaro.
O texto também compara o volume de processos em tribunais superiores envolvendo o escritório da advogada antes e depois da indicação de Moraes ao STF. Segundo a revista, antes da nomeação, o escritório mantinha 27 casos em tramitação no STF e no Superior Tribunal de Justiça. Atualmente, esse número teria alcançado 152.
Além da evolução na quantidade de ações, a publicação aborda aspectos relacionados à condução de investigações no âmbito da Corte.
Inquérito das Fake News e decisão sobre a Receita
Outro ponto citado pela revista envolve uma decisão de Moraes que determinou a abertura de investigação contra servidores da Receita Federal por suposto vazamento de dados. A medida faz parte dos desdobramentos do chamado Inquérito das Fake News, instaurado há sete anos.
O artigo também menciona o ministro Dias Toffoli, que foi inicialmente relator da ação relacionada ao caso Banco Master no STF.
Histórico de críticas
Essa não foi a primeira vez que Jason Miller fez referência a Alexandre de Moraes. Em outubro do ano passado, ele já havia publicado mensagens direcionadas ao ministro, afirmando que não desistiria até que o magistrado estivesse “atrás das grades”.
Na ocasião, o conselheiro também criticou decisões que envolveram o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-assessor Filipe Martins.