Moraes manda recolher celular de cozinheira de Bolsonaro
Ministro Alexandre de Moraes liberou acesso da cozinheira à residência de Bolsonaro, mas exigiu entrega de celular e vistoria prévia por agentes
Por ContraFatos 10/05/2026 Atualizado em 10/05/2026
Cozinheira De Bolsonaro é Autorizada A Entrar Em Residência, Mas Deve Entregar Celular A Agentes
Alexandre de Moraes impôs condição para acesso da funcionária ao local onde ex-presidente cumpre prisão domiciliar
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) obteve autorização parcial do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que a cozinheira da família possa acessar diariamente a residência onde o político cumpre prisão domiciliar. A decisão, porém, veio acompanhada de uma exigência específica: a profissional precisará se submeter a vistoria prévia e entregar todos os aparelhos eletrônicos, incluindo o celular, aos agentes policiais responsáveis pela segurança do imóvel.
O que diz a decisão de Moraes
Na determinação, assinada na última quarta-feira (6), o magistrado foi categórico ao definir o procedimento de entrada da funcionária. “Para a pessoa autorizada pela presente decisão também deverá ser realizada vistoria prévia, sendo que celulares ou quaisquer outros aparelhos eletrônicos deverão ficar em depósito com os agentes policiais que estiverem realizando a segurança”, determinou Moraes.
Leitura
Pedido da defesa de Bolsonaro
A solicitação para o ingresso rotineiro da cozinheira foi protocolada pelos advogados do ex-presidente, que justificaram a necessidade de “viabilizar o acesso diário da funcionária à residência” em função das atividades laborais desempenhadas no local. Bolsonaro se encontra em regime domiciliar após ter recebido autorização para tratamento de saúde em decorrência de um quadro de broncopneumonia.
Pedido de cuidador foi negado pelo STF
Além da cozinheira, a defesa do ex-presidente também havia requerido ao STF permissão para que Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), pudesse frequentar o imóvel e atuar como cuidador. Esse pedido, contudo, foi rejeitado por Moraes. O ministro fundamentou a recusa no fato de que Carlos Eduardo não detém formação nem qualificação profissional na área da saúde.
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Condenado a 27 anos e três meses de prisão, Bolsonaro aguarda uma nova definição judicial sobre seu regime de cumprimento de pena. A expectativa é de que Alexandre de Moraes decida, nas próximas semanas, se o ex-presidente permanecerá em prisão domiciliar ou se deverá retornar ao 19° Batalhão da Polícia Militar de Brasília, unidade informalmente conhecida como “Papudinha”.