Do total, aproximadamente 90% viajaram ao Brasil em grupos familiares. O restante chegou à fronteira sozinho. A maior parte dos refugiados se estabeleceu nos Estados da Região Sul.
A população mais expressiva foi para Santa Catarina (16 mil). Paraná aparece tendo recebido o segundo maior número: 14,6 mil. E o Rio Grande do Sul, na terceira posição, acolheu quase 13 mil cidadãos.
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Entrar no grupo Curitiba, capital paranaense, aparece em primeiro lugar na Operação Acolhida entre as cidades que receberam venezuelanos: 5,5 mil. Manaus (AM) fica na segunda posição: 5,3 mil.
A estratégia da Operação Acolhida tem como objetivo oferecer assistência emergencial aos refugiados e migrantes venezuelanos que entram no Brasil pela fronteira com Roraima. Desse modo, o governo brasileiro organiza a chegada, a regularização migratória, a imunização contra doenças e buscando inserção social e econômica. A ação inclui o apoio na procura por emprego e moradia.
De acordo com as estimativas da Organização das Nações Unidas, mais de 5 milhões de pessoas foram forçadas a sair da Venezuela em busca de melhores condições de vida nos últimos anos. O Brasil é um dos cinco destinos mais procurados pelos cidadãos do país vizinho.
Pobreza na Venezuela
Atualmente, 94,5% da população venezuelana vive abaixo da linha da pobreza. A inflação em 2020 foi de quase 3.000% e a de 2021, de pouco menos de 700%. A inflação projetada para 2022 é de 114% ao ano. O salário mínimo é de U$S 39 (incluindo U$S 10 de ajuda-alimentação). Há desabastecimento nos supermercados, e as principais empresas multinacionais do mundo abandonaram o território, pela insegurança jurídica e social.
No ano passado, os venezuelanos perderam em média 10 quilos do seu peso em função da fome — há testemunhos de cidadãos que comeram animais dos zoológicos e cachorros das ruas. As informações são da Revista Oeste.