Contexto político e retorno estratégico
A última postagem de Trump na plataforma havia sido feita em 5 de novembro de 2024, data em que venceu a eleição presidencial contra Kamala Harris. Sua volta ocorre duas semanas após o governo anunciar um plano de venda do controle do TikTok nos EUA, em meio a tensões com o governo chinês.
No fim de setembro, o republicano assinou um decreto que autoriza a transferência da operação americana do aplicativo para uma joint venture composta por Oracle e Silver Lake Partners. O acordo prevê a aquisição de 170 milhões de contas e um investimento estimado em US$ 14 bilhões.
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Entrar no grupo Acordo com aval chinês e restrição de controle
De acordo com Trump, a negociação teve aval do líder chinês Xi Jinping. A empresa ByteDance, controladora global do TikTok, permaneceria com uma participação minoritária de cerca de 20%, sem acesso a dados de usuários nem poder sobre o algoritmo de recomendação.
O modelo foi desenhado para garantir o controle total das operações e do armazenamento de dados em território americano, ponto central do embate entre Washington e Pequim.
Algoritmo sob vigilância e nova legislação
O sistema de recomendação do TikTok — responsável por determinar o conteúdo exibido a cada usuário — é o principal foco das exigências de segurança. O governo dos EUA determinou que toda a infraestrutura de dados e algoritmos seja monitorada por empresas norte-americanas.
A decisão se baseia na lei de 2024, aprovada durante o governo Joe Biden, que condiciona a permanência do aplicativo no país à venda de sua operação local. A legislação surgiu após denúncias de espionagem digital e coleta indevida de dados pelo regime chinês.
Trump prorrogou o prazo final da transação para 16 de dezembro, data limite para que a nova empresa conclua a compra. Até o momento, a ByteDance não confirmou publicamente os termos do negócio.