Parlamentares barrados são investigados em fatos conexos à trama golpista, segundo o ministro do STF
Os deputados Gustavo Gayer (PL), Marcel Van Hattem (Novo) e Carlos Jordy (PL) tiveram seus pedidos de visita ao ex-assessor presidencial Filipe Martins rejeitados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O preso está recolhido na Cadeia Pública de Ponta Grossa, no Paraná.
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A justificativa apresentada por Moraes é que os três parlamentares figuram como investigados no próprio STF. As visitas foram negadas “em virtude de figurarem como investigados neste Supremo Tribunal Federal em fatos conexos” à ação penal que envolve Filipe Martins, condenado a 21 anos de prisão por participação na chamada trama golpista.
Quatorze políticos receberam autorização para a visita
Embora três nomes tenham sido barrados, um total de 14 parlamentares e políticos obtiveram liberação para visitar o ex-assessor de Jair Bolsonaro. Entre os autorizados estão André Fernandes (PL), Bia Kicis (PL), Damares Alves (Republicanos), Eduardo Girão (Novo), Nikolas Ferreira (PL), Rogério Marinho (PL) e Sergio Moro (PL), entre outros. As visitas foram programadas em datas e horários específicos até o mês de julho.
Condenação de Filipe Martins e o caso da trama golpista
Filipe Martins foi condenado por envolvimento em uma articulação que, conforme a acusação, tinha como objetivo impedir a posse do presidente Lula em janeiro de 2023. O ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República integra o chamado “núcleo 2” da suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil entre 2022 e 2023.
Primeira Turma do STF rejeita recursos dos condenados
Na quinta-feira, 9, a Primeira Turma do STF rejeitou os embargos de declaração apresentados por Filipe Martins e pelos outros quatro réus contra suas respectivas condenações. O ministro Alexandre de Moraes votou pela rejeição dos recursos e foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
Condenações e penas fixadas em dezembro
Em dezembro do ano passado, a Primeira Turma havia condenado por unanimidade cinco dos seis réus da ação penal. A pena mais severa foi aplicada ao general da reserva do Exército Mário Fernandes: 26 anos e 6 meses, sendo 24 anos em reclusão (regime inicial aberto) e 2 anos e 6 meses em detenção, além de 120 dias-multa, cada um no valor de um salário mínimo.
Quem são os integrantes do núcleo 2
Além de Filipe Martins e Mário Fernandes, o grupo é composto por:
- Fernando de Sousa Oliveira, delegado da Polícia Federal;
- Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência da República;
- Marília Ferreira de Alencar, delegada e ex-diretora de Inteligência da Polícia Federal;
- Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal.
O xerifao já está perseguindo os bolsonaristas antes do início da campanha.Vade retro satanás.