Estatal enfrenta crise de caixa e posterga impostos, fornecedores e fundos de funcionários
A crise financeira dos Correios levou a estatal a suspender o pagamento de R$ 3,7 bilhões em compromissos acumulados. O valor engloba impostos federais, dívidas com fornecedores e repasses a fundos assistenciais de empregados.
A decisão de adiar desembolsos foi formalizada em junho, quando a empresa criou um Comitê Executivo de Contingência, subordinado diretamente à presidência. A medida buscou conter o impacto de um fluxo de caixa negativo e da sequência de quedas na arrecadação.
Receitas insuficientes e prejuízo bilionário
Relatórios internos mostram a dimensão do desequilíbrio. Entre janeiro e setembro de 2025, a arrecadação somou R$ 16,9 bilhões. No mesmo período, as obrigações totais alcançaram R$ 20,6 bilhões.
Segundo a própria administração, caso todos os compromissos tivessem sido pagos dentro do prazo original, o prejuízo operacional teria atingido R$ 2,7 bilhões.
No terceiro trimestre isoladamente, a estatal registrou perda de R$ 6 bilhões. Ainda assim, a diretoria financeira projeta um prejuízo contábil consolidado de R$ 5,8 bilhões ao final de 2025.
Onde está concentrado o passivo
O detalhamento das pendências revela quais áreas foram mais impactadas pelos atrasos:
- INSS patronal: R$ 1,44 bilhão
- Fornecedores: R$ 732 milhões
- Postal Saúde: R$ 545 milhões
- PIS/Cofins: R$ 457 milhões
- Remessa Conforme: R$ 346 milhões
- Postalis: R$ 135 milhões
Dívida cresce em ritmo acelerado
A deterioração se intensificou no segundo semestre. Em julho, o valor total em aberto era de R$ 2,7 bilhões. Nos meses seguintes, o montante subiu cerca de R$ 1 bilhão, atingindo os atuais R$ 3,7 bilhões.
Em pouco mais de 90 dias, o débito com a Previdência Social quase dobrou. Já os atrasos em tributos federais mais que duplicaram no período.
Justificativa da direção
A cúpula dos Correios atribui parte do cenário a passivos herdados de 2024 e a dificuldades enfrentadas para captar recursos no encerramento do último exercício.
Com receitas pressionadas e despesas superiores à arrecadação, a estatal recorreu ao adiamento de pagamentos como estratégia para tentar atravessar o momento de instabilidade financeira.
Para onde foi o dinheiro arrecadado pelos Correios. Dos serviços,dos descontos dos funcionários.?
A má gestão ao longo dos anos,o uso do dinheiro investido pelos governos em coisas que nada têm com os Correios
Ué? Mas em 2024 já nao era o “papai dos pobres e vadios”?
Vade retro, retardados!