Flavio Dino, Ministro Do Supremo Tribunal Federal Flavio Dino, Ministro Do Supremo Tribunal Federal

Flávio Dino sai em defesa de ministros do STF alvo de indiciamento na CPI do Crime Organizado

Ministro publicou texto nas redes sociais expressando solidariedade a Toffoli, Moraes e Gilmar Mendes após relatório final da CPI

O da CPI do , apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), provocou uma reação imediata de , ministro do Tribunal Federal. O relator da comissão parlamentar solicitou o dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral Paulo Gonet, em razão de sua atuação — ou omissão — no caso do Banco Master.

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Dino aponta o que considera “imenso erro” contra o STF

Em texto publicado no Instagram, Flávio Dino criticou duramente a forma como a Corte vem sendo tratada. “Atualmente há, por parte de alguns, o equívoco de apontar o STF como o ‘maior problema nacional’. É um imenso erro, para dizer o mínimo. Friso: gigantesco erro histórico, que exige uma melhor reflexão quanto às consequências”, escreveu o ministro.

Na avaliação de Dino, o tribunal tem um histórico robusto de enfrentamento à criminalidade organizada. “O Supremo Tribunal Federal tem um relevante conjunto de decisões judiciais contra o crime organizado no Brasil, nos limites de suas competências constitucionais, alcançando quadrilhas armadas, crimes políticos, facções em geral. O mesmo pode ser dito quanto à Procuradoria Geral da República”, afirmou.

Críticas à abordagem da CPI

O ministro também questionou o foco adotado pela comissão. Segundo ele, “é uma irresponsabilidade investigar o crime organizado e não tratar sobre milicianos, traficantes de drogas, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios, matadores e pistoleiros etc”.

Ainda no mesmo pronunciamento, Dino fez questão de ressaltar que críticas e investigações são legítimas, mas precisam observar limites. “Críticas e investigações devem ser feitas, sem dúvida. Mas com respeito à dignidade das pessoas e com preservação das instituições da democracia, pois sem elas não existem direitos fundamentais nem futuro para a Nação”, declarou.

Solidariedade aos colegas e limitações do cargo

Ao encerrar sua manifestação, Flávio Dino reconheceu que a condição de magistrado restringe o que pode dizer publicamente sobre o trabalho do STF no combate ao crime organizado. “Infelizmente a minha condição de magistrado me impede de escrever mais sobre o tanto que o STF fez e está fazendo no combate ao crime organizado. Não me cabe falar, mas está nos autos”, ponderou.

Mesmo assim, o ministro concluiu com uma demonstração direta de apoio: “Contudo, posso e devo registrar a minha SOLIDARIEDADE PESSOAL aos colegas alvo de injustiças.”

O pedido de indiciamento formulado pelo senador Alessandro Vieira envolve a conduta dos três ministros e do procurador-geral no episódio relacionado ao Banco Master, tema central do relatório final da CPI do Crime Organizado.


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