Investigação da Polícia Civil aponta que facção criminosa obteve autorização para usar estrutura do governo paulista por meio de contatos políticos
Uma ofensiva policial deflagrada nesta segunda-feira, 27 de abril, trouxe à tona um episódio que expõe a profundidade da penetração do crime organizado nas estruturas do poder público em São Paulo. Documentos da Operação Contaminatio, conduzida pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes de Mogi das Cruzes, revelam que um helicóptero transportando um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) pousou no heliponto do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, no dia 10 de março de 2022.
Autorização obtida em cerca de seis horas
Conforme relatório da Polícia Civil, o pedido de pouso foi viabilizado por meio de “contatos políticos” e aprovado em aproximadamente seis horas. O documento, elaborado pelo delegado Fabrício Intelizano e encaminhado à delegada Margarete F. C. Barreto, responsável pela Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes, classifica o episódio como “surpreendente” e afirma que o caso “demonstra o alcance da infiltração do crime organizado no poder público e o risco que isso pode gerar nas instituições estatais”. A informação foi divulgada primeiramente pelo jornal O Estado de S. Paulo.
