Delegado prende advogada após críticas em redes sociais geram polêmica nacional Delegado prende advogada após críticas em redes sociais geram polêmica nacional

Delegado prende advogada após críticas em redes sociais geram polêmica nacional

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O episódio envolvendo a advogada Áricka Cunha ganhou repercussão nacional após sua na última quarta-feira, 15 de abril, em seu escritório localizado em Cocalzinho de Goiás. A detenção ocorreu por determinação do delegado Christian Zilmon Mata dos Santos, que considerou difamatórias as publicações feitas pela jurista em suas redes sociais.

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Origem do conflito entre advogada e autoridade policial

Tudo começou quando Áricka Cunha registrou um relatando ofensas que teriam sido proferidas por um servidor público. Contudo, o delegado Christian Zilmon decidiu arquivar o procedimento, justificando sua decisão com base na alegação de que o fato era atípico e citando a falta de efetivo policial.

Insatisfeita com o arquivamento, a advogada utilizou suas redes sociais para expressar sua indignação. Ela criticou duramente a decisão policial e chegou a reproduzir trechos do despacho elaborado pelo delegado. Esta manifestação pública foi interpretada pela autoridade como ofensiva, resultando na determinação de sua prisão por suspeita de difamação.

Detalhes da prisão e liberação mediante fiança

Policiais se dirigiram ao escritório onde Áricka trabalha para executar a ordem de prisão. A advogada foi conduzida à delegacia, mas conseguiu sua liberdade no mesmo dia após o pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil.

O caso foi encaminhado à Gerência de Correições e Disciplina para apuração, conforme informou a polícia ao portal Metrópoles.

Reação da OAB e mobilização institucional

A prisão da advogada provocou forte reação da Ordem dos Advogados do Brasil. Tanto a OAB Nacional quanto a OAB de Goiás se manifestaram de forma conjunta, exigindo o afastamento imediato do delegado e a apuração completa dos fatos, com eventual aplicação de sanções.

Beto Simonetti, presidente nacional da OAB, foi categórico ao criticar a condução da advogada. Segundo ele, a medida caracteriza, em tese, e representa uma violação das prerrogativas profissionais da advocacia.

“O livre exercício da advocacia não admite constrangimentos ilegais nem medidas arbitrárias por parte de agentes públicos”, declarou o presidente nacional da OAB.

Rafael Lara Martins, que preside a OAB-GO, acompanhou pessoalmente o caso e prestou assistência à advogada. Ele acionou o sistema de defesa das prerrogativas profissionais e classificou a atitude do delegado como ilegal e arbitrária, defendendo tanto a apuração da conduta quanto eventual punição.

Repercussão nas redes sociais e críticas públicas

O episódio mobilizou personalidades públicas e gerou manifestações nas redes sociais. O jornalista Glenn Greenwald e a deputada Bia Kicis (PL-DF) estiveram entre aqueles que cobraram posicionamento mais enérgico da OAB.

Greenwald criticou duramente a postura da instituição, enquanto Kicis comparou o caso com outros episódios de suposto abuso de autoridade, questionando a forma como a operação foi conduzida, inclusive com o uso de armamento pesado.

A OAB de Goiás abriu investigação para apurar todas as circunstâncias do caso, sinalizando que pretende tomar as medidas cabíveis para proteger as prerrogativas da advocacia e garantir que situações similares não se repitam.

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