Contra a anistia, Marina Silva defende penas mais duras aos envolvidos no 8/1
Marina Silva criticou proposta de anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro, pediu penas maiores e defendeu o fim da escala 6×1 em ato do…
Por ContraFatos
01/05/2026 Atualizado em 01/05/2026
Marina Silva, pré-candidata ao Senado por São Paulo, defende penas mais rigorosas aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro | Foto: reprodução/X
Ex-ministra do Meio Ambiente se posicionou durante ato do Dia do Trabalhador em São Paulo e também defendeu o fim da escala 6×1
Na véspera do pronunciamento de Marina Silva (Rede), o Congresso Nacional havia derrubado os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria, texto que prevê a redução de penas para os condenados pelos atos de 8 de Janeiro. A decisão legislativa, tomada na tarde da quinta-feira, 30, serviu de combustível para o discurso inflamado da ex-ministra do Meio Ambiente no dia seguinte.
Pré-candidata ao Senado por São Paulo, Marina subiu ao palco de um evento alusivo ao Dia do Trabalhador na Praça Roosevelt, no Centro da capital paulista, nesta sexta-feira, 1º, e classificou as propostas de anistia aos envolvidos nos episódios antidemocráticos como uma “vergonha”. A ex-chefe da pasta ambiental do governo Lula considerou insuficientes as punições já aplicadas e pediu o endurecimento das sentenças.
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“Eles se escondem atrás da multidão na covardia do anonimato”, disse a ex-ministra de Lula. “A pena para eles não deveria ser menor, deveria ser maior.” Ao encerrar esse trecho da fala, Marina ainda gritou “sem anistia”.
Defesa do fim da escala 6×1
Além do tema da anistia, Marina Silva abordou a questão trabalhista e se manifestou contra a escala de trabalho 6×1 — regime no qual o empregado atua seis dias consecutivos e folga apenas um. Para ela, esse modelo impede qualquer equilíbrio real entre vida profissional e pessoal.
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“Quando você só tem um dia, isso não é descanso”, afirmou. “Principalmente nós, mulheres, no dia de descanso é quando a maioria trabalha mais e volta na segunda-feira mais cansada do que na sexta-feira.”
Como foi o ato na Praça Roosevelt
O evento reuniu movimentos sociais, centrais sindicais e representantes políticos na região central de São Paulo. A pauta principal girava em torno de mudanças nas relações de trabalho e da oposição a projetos atualmente em discussão no Congresso Nacional.
Neste ano, as manifestações do Dia do Trabalhador aconteceram de forma descentralizada, com atos organizados em diferentes pontos da capital paulista e da região metropolitana, ampliando o alcance das reivindicações.