Precisamos tratar as escolas como tratamos os hospitais e mercados – como muito essenciais que não podem fechar.
Devemos manter as crianças nas escolas, não porque tenhamos certeza absoluta de que são “seguras” para abrir, mas porque as consideramos importantes demais para fechar. Isso requer uma mudança na perspectiva moral, não apenas um levantamento de pesquisas revisadas por pares. Precisamos começar a tratar as escolas como fazemos com hospitais e lojas de alimentos – ou seja, como um componente vital de nossa infraestrutura crítica. Precisamos entender que o que eles fornecem – para os filhos e seus pais – é valioso demais para ser dispensado.
Algumas crianças não têm acesso à tecnologia necessária, wi-fi, etc. para realizar o ‘aprendizado remoto’. E mesmo que o façam, ensinar é difícil. Requer paciência, tempo, conhecimento. Pensar de outra forma denigre os professores. Sugere que seu conhecimento, sua formação e seu compromisso com a educação podem ser dispensados. Esse ensino pode ser reduzido a algumas planilhas diárias e uma aparição irregular uma vez por semana nas salas de aula do Google.
