Flávio Bolsonaro declara fim do governo Lula após Senado rejeitar Jorge Messias para o STF
Senado rejeitou Jorge Messias para o STF por 42 a 34 e Flávio Bolsonaro afirmou que governo Lula perdeu totalmente a governabilidade
Por ContraFatos
29/04/2026 Atualizado em 29/04/2026
Senador comemorou a espontaneidade do Senado e disse que não houve articulação da parte dele | Foto: Revista Oeste
Senado barrou indicado de Lula ao Supremo com 42 votos contrários em sessão secreta
O plenário do Senado rejeitou, nesta quarta-feira, 29, a indicação de Jorge Messias para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O resultado da votação secreta foi de 42 votos contrários contra 34 favoráveis, além de uma abstenção. Para ser aprovado, o indicado do presidente Lula necessitava de pelo menos 41 votos favoráveis — maioria absoluta entre os 81 senadores.
Senador vê perda total de governabilidade do Palácio do Planalto
Logo após a derrota do governo no plenário, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), conversou com jornalistas e não poupou críticas à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. Na avaliação do parlamentar, a rejeição de Messias é um sinal inequívoco de esgotamento político.
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“Essa aqui é a prova de que o governo Lula perdeu completamente a governabilidade”, afirmou Flávio. “É um governo que não consegue dar esperança para a população, que não resolve os problemas da sociedade, que trata mal a classe política como um todo. A única certeza que tenho é que, a partir de 2027, Lula já não será mais presidente da República.”
Flávio Bolsonaro celebra resultado e nega ter articulado votos
O senador comemorou o que classificou como uma atitude espontânea da Casa legislativa. Segundo Flávio Bolsonaro, não houve qualquer articulação de sua parte para derrubar o nome de Jorge Messias. Para ele, o placar expressou de forma orgânica a insatisfação do Senado com o governo federal.
O episódio intensifica a crise entre o Executivo e o Legislativo em um momento politicamente sensível, com o horizonte eleitoral de 2026 já em evidência. A rejeição representa um revés significativo para o Planalto, que agora precisará indicar um novo nome ao STF e buscar articulação para garantir a aprovação.