Pré-candidato à Presidência pelo Novo disparou críticas pesadas à Corte durante evento em São Paulo
Em discurso proferido em um evento na capital paulista, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (NOVO) direcionou criticas contundentes ao Supremo Tribunal Federal (STF), comparando parte dos ministros da Corte a uma árvore podre prestes a cair. O político, que se coloca como pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, insinuou que magistrados envolvidos em suspeitas ligadas ao caso Master não se sustentarão por muito tempo.
A metáfora da árvore e a confiança na queda
Zema recorreu a uma imagem simbólica para expressar sua avaliação sobre o futuro de determinados ministros. Segundo ele, o processo de desgaste já está em curso e é apenas questão de tempo até que as consequências apareçam.
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“Eu falo que sou muito confiante, pode ser que demore, mas o processo está amadurecendo. Esses ministros que estão lá hoje, que se envolveram de forma que nunca poderia ter ocorrido, eu encaro eles como aquela árvore podre […] é só ter o vento certo. Vai cair uma hora, é insustentável”, afirmou.
Críticas ao papel institucional da Corte
Além de apontar suspeitas de envolvimento de ministros em esquemas de corrupção — sem mencionar nomes ou detalhar casos específicos —, o ex-governador mineiro questionou a postura do STF no cenário político nacional. Para Zema, a instituição abandonou seu papel histórico de pacificadora de crises e passou a agir de maneira incendiária.
“Nós sabemos que o STF sempre foi um porto seguro no passado, era uma instituição que amenizava as crises. Era um ‘Corpo de Bombeiros’. Agora, nós temos um Supremo incendiário, um bombeiro que joga gasolina no incêndio”, declarou.
O pré-candidato à Presidência também classificou ministros da Corte como “intocáveis”, reforçando a ideia de que há uma blindagem em torno de membros do tribunal que, na visão dele, deveriam responder por suas condutas. A fala foi feita diante de uma plateia em São Paulo, em mais um capítulo da escalada de críticas de Zema ao Judiciário brasileiro no contexto de sua pré-campanha presidencial.